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quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Projeto 'Só Bambas' homenageia Ernesto Melo e Mestre Babá



O Projeto “Só Bambas, realizado pela Escola de Samba Asfaltão, em parceria com o Grupo Só Bambas, nesta sexta-feira (28/09) homenageará mais dois grandes bambas da história do samba de Porto Velho.

Nada mais justo que, a três dias do aniversário de 98 anos do Município de Porto Velho, o projeto homenagear o cantor e compositor Ernesto Melo – o “Poeta da Cidade”, que representa e retrata tão bem a história do patrimônio cultural material e imaterial de nossa capital. Nesta mesma noite será homenageado também Sebastião Araújo da Silva, nosso saudoso e irreverente Babá (In memorian).

Ernesto Melo, o Poeta da Cidade
Ernesto Melo é um rondoniense de 60 anos, músico instrumentista e poeta.
Nascido na cidade de Porto Velho, Rondônia, Ernesto Melo é filho de Esmite Bento de Melo e neto de pioneiros deste oeste brasileiro. Escreve, toca violão, banjo e cavaquinho, tendo sido um compositor mais voltado para escrever sobre a Porto Velho antiga, capital do Estado de Rondônia, sua história e estórias, suas nuances, seus bairros e personagens folclóricos, por um motivo muito simples: as migrações já ocorridas nestas plagas, desde a busca pelo látex, o soldado da borracha, a construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, a descoberta do manganês, da cassiterita, a corrida do ouro e do diamante, a explosão demográfica ocorrida a partir do final da década de 70, que trouxeram para cá gente de todos os cantos do Brasil e de outros países, em busca de um pedacinho de terra e oportunidades para contribuir na construção e desenvolvimento desse Estado forte, honesto, progressista e cheio dos sonhos que o futuro nos permite sonhar.
Hoje, mais uma vez a história se repete, com a chegada de outros brasileiros para a construção das Usinas do Rio Madeira , que como diz este poeta: nos traz o alimento na palma da mão.
A proposta deste compositor é contar para os que aqui vieram, para os que aqui ficaram, para seus filhos que aqui nasceram, a história da terra que seus pais adotaram como sua, sem xenofobismo, sem bairrismo, apenas ilustrando, ao lado de nordestinos, paulistas, gaúchos, paraenses e tantos outros, a saga desta terra abençoada. Ernesto retrata muito bem este objetivo no Projeto Fina Flor da Samba, coordenado por ele que acontece toda sexta-feira no Mercado Cultural.
O Poeta Ernesto, fez composições para diversas Escolas de Samba, como: Diplomatas, Catanheira, Asfaltão e São João Batista. Fez também composições para os blocos Calixto &Cia, Coruja e Rio Cayari.
Ernesto Melo também envereda pela música universal com a mesma desenvoltura e competência, o que o torna um compositor de primeira linha.
Em 2002 de sua inspiração nasceu um Tributo ao Mestre Babá intitulado: Ao mestre, da sala e do samba.
O poeta retrata seu amor a esta cidade em suas poesias e canções e diz isso com maestria em porto velho, meu dengo!
Porto Velho, meu dengo, é uma canção de amor a Porto Velho. É uma exaltação à cidade, localizada nos confins do poente brasileiro, com um céu sempre azul, um sol bem forte e aconchegante, um rio belo e caudaloso e um ar puro com o suave perfume da mata, sua fartura e suas belezas naturais.

O Mestre Babá - Sebastião Araújo da Silva
Sebastião Araújo da Silva, o saudoso Babá, nasceu em 23 de novembro de 1.948, na Cidade Guajará Mirim, filho de Benedito Antonio de Araújo, ferroviário que trabalhou na Estrada de Ferro Madeira Mamoré e de Margarida Ângela da Silva. Veio para Porto Velho com 2 anos de idade, mas precisamente para o bairro Triângulo.
Em 1974, casou-se com Francisca Cavalcante da Silva, mais conhecida como Nininha. Não tiveram filhos, mas criaram o sobrinho Vandergleison Barros da Silva, que sempre foi considerado por eles, filho desta união.
No futebol, atuou como ponta direita no São Domingos. Na noite da cidade, junto com o Bainha e outros bambas, compôs o Grupo Samba Sete.
Seu envolvimento com o samba se deu a partir de 1966, na bateria dos Diplomatas do samba, onde saiu tocando com “dois pedaços de vergalhões enferrujado batendo um no outro, ao termino desfile ele não sabia de que cor era sua mão de tão enferrujada que estava (ele fazia questão de lembrar isso). No ano seguinte, na mesma bateria, já pegou um instrumento - o tarol.
Foi passista e compôs a Ala de Compositores dos Diplomatas do Samba e parceiro do Silvio Santos em composições como: marchas, boleros, marcha rancho, samba de mesa (samba de roda) e samba canção. Algumas composições se destacaram, como: Pensando em você; Meu Violão; Carnaval e Cinzas; Eternamente Só; As Cores do Meu País; O Sino do Amor; É isso aí; Exaltação a princesa; Aquele Samba; Caminhos de Espinhos; Meu Sertão Brasileiro; Marcas de Beijos; Os Diplomatas; Meu Carnaval; Coisas de Amor; Mulher de Malandro e tantas outras, pois foram mais de 50 composições. Isso sem falar nas composições feitas para os Diplomatas como: Transamazônica, As Amazonas e os Amuleto Verdes, sendo que segundo foi em parceria com Silvio Santos, destacou em certos momentos o orgulho de ter vencido um concurso de samba dos Diplomatas em Parceria com Ernesto Melo, pois segundo ele só tinha feras e a vitória desta parceria naquele momento não teria chance.
Na pobres do Caiari, ainda em parceria com Silvio Santos, compôs: Das Loucuras da Vida, a Ilusão do Carnaval; As Forças da natureza e o Ceará de Iracema. Tiveram ainda as composições para os blocos da Borracha, Lira do Amor, Triângulo Não Morreu.
Em 1980, Babá, se afasta dos Diplomatas. Com esta notícia correndo nos bastidores do samba, ele recebe a visita da saudosa Marise Castiel acompanhada de outros membros do Caiari, momento em que o convidaram para ser o Mestre Sala da Escola.
No carnaval de 1981, com ajuda e orientação do mestre Bainha, Babá desfilou como o Mestre sala da Pobres do Caiari junto com a Porta Bandeira Neguinha, filha de Esron de Menezes, com isso, sagrou-se um mestre-sala vitorioso por vários anos. 
O Mestre Babá foi embora com sua alegria e irreverência. Partiu para outra missão em outra esfera em 08 de novembro 2001.
A história destes dois bambas e baluartes do samba, merece os registros e as mais justas homenagens, por isso a família Asfaltão, convida a comunidade para prestigiarem este grande e importante momento

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Fonte: A Diretoria

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Ernesto Melo é tema do Galo da Meia Noite

Com o slogan momesco “Se o Bloco faz 20 e Poeta faz 60, só sai no Galo quem agüenta”, a vida e a obra do cantor e compositor Ernesto Melo é tema da Sociedade Cultural Galo da Meia Noite, um dos maiores cordões carnavalesco da região norte brasileira. O anúncio foi feito pelo presidente da entidade, Edson Caúla, na última sexta-feira, dia 16.09, durante a apresentação da Companhia Musical Fina Flor do Samba, no Mercado Cultural, no centro histórico de Porto Velho. Surpreendendo o homenageado e o público presente, Caúla divulgou oficialmente a escolha de Ernesto Melo para tema do Galo da Meia para o carnaval de 2012, em razão do compositor ter completado 60 anos de vida e ter contribuído com suas inúmeras composições para a identidade cultual do povo de Rondônia, fazendo músicas tanto para o carnaval da capital rondoniense quanto para o acervo da música popular porto-velhense, especialmente no gênero samba. A ala de compositores do bloco será convocada para produzir as marchas que irão contar e cantar na avenida a vida e a obra do sambista.

Ernesto Melo, casado com Maria Erenir Coral dos Santos Melo, é filho de Dona Tereza Bento de Melo e do já falecido Esmite Bento de Melo. O Poeta da Cidade, como é chamado no meio artístico, começou cedo sua trajetória artística. Sua produção musical abrange hoje mais de cem peças musicais feitas durante mais de 40 anos de atuação no meio cultural. Ao ouvir o anúncio da sua escolha como tema do Galo, ele ficou muito emocionado, principalmente por coincidir com o advento dos seus 60 anos de idade. Ainda durante a apresentação no Mercado Cultural, o grupo musical Fina Flor do Samba dedicou especial homenagem ao líder da troupe, entoando com o coro do público a composição “Cantando em Tom Maior”, composta por Basinho, exaltando a chegada do cantor à popularmente chamada melhor idade.

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Fonte: Antonio Serpa do Amaral

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Parênteses - Fina Flor do Samba Revela Ênio Melo Cantando Paulinho da Viola*

Cantando na calçada do Bar do Zizi, Ênio de Oliveira Bento de Melo revelou-se um dos melhores porta-vozes da música de Paulinho da Viola em Rondônia e passou em revista a obra do compositor, inundando de magia e malemolência o centro histórico guaporé. Ele não nasceu pro samba. Nasceu pra jogar basquete. A exemplo do revolucionário Tchê Guevara, sofreu e lutou contra a asma por um bom tempo. Cantava miúdo e para dentro, hoje canta pra fora em bem dosada vocalização: nem tão sustenido que pareça boçal e agressivo ao bom ouvido da platéia, nem tão descaído em profundo bemol que lhe deixe aquém do tom ideal. Em perfeito diapasão com a performance de um gentleman falando musicalmente em nome de um lorde da Portela, Ênio Melo mostrou-se um eloqüente intérprete que não abre mão da decência e fidalguia na hora de servir à mesa do ouvinte o gênero inventado por Donga, Ismael Silva e Sinhô. Sua apresentação na sexta-feira passada, dia 06, no projeto Fina Flor do Samba, defronte ao Mercado Cultural, atraiu uma enorme quantidade de gente e bambas da mais nobre estirpe musical e fez o centro histórico de Porto Velho respirar os bons ares da poesia do autor de Pecado Capital, Foi um Rio Que Passou em Minha Vida e tantas outras pérolas negras da música popular brasileira. Babá, Dadá do Cavaco e Neguinho Meneses olharam bem fundo nos olhos do intérprete e copiosamente choraram, lembrando o que disse Vinícius: fazer samba não é contar piada/quem faz samba assim não é de nada/um bom samba é uma forma de oração!

A missão honrosa de fazer a abertura do show coube ao Presidente da Fundação Cultural Iaripuna, Altair dos Santos, o Tatá, que, mesmo sem a bendita iluminação artística no palco que mais vende a imagem do Mercado Cultural, não se fez de rogado e apresentou ao público a atração da noite, narrando em síntese um pouco da trajetória de vida do filho de Dona Tereza e do seu Esmite Bento de Melo, o Príncipe do Real Segredo Maçônico de Rondônia e um dos poucos a ter, in memorian, cadeira cativa no tradicional Bar do Zizi. Quanto ao despojamento, nota dez para o Tatá. Quanto à atitude administrativa de providenciar luzes para o show, a nota crítica não poderia ser outra: ZERO.

Sabendo que cantar Paulinho da Viola não é fazer um pagode qualquer em boteco de pé de esquina, Ênio se cercou de todos os cuidados musicais possíveis na produção do seu show e conseguiu o melhor dos resultados: interpretar com maestria a obra do grande compositor, sem pagar tributo nem ao culto exagerado à imagem do artista nem ao romantismo intenso que flui das construções poéticas de suas letras. Ninguém precisa empurrar o rio Madeira abaixo, pois ele corre pachorrentamente sozinho - é sabido. Na gestalt musical de Ênio Melo deu-se a mesma coisa: Paulinho da Viola jorrou naturalmente no leito cadencial dos acordes bem articulados do sargento Ney, com o auxílio luxuoso do pandeiro de Válber, do apurado tamborim de Edmilson Night, do tantã bem colocado de Neguinho, o ganzá e o reco-reco dos serenos Sérgio e Beto Ramos e o surdo hiperbólico de Álvaro, ex-integrante do Kizomba. Jogando no meio de campo desse time de bambas, via-se Oscar Night batucando em síncopes seu requintado repique de mão.

Ênio Melo, a grande atração musical da última exibição do Fina Flor do Samba, é um intuitivo. Irmão de Ernesto Melo e marido de Dona Rosa, ele ingressou de forma transversa no domínio do violão, pois antes de saber ele já sabia que sabia. Hoje, com 5.0 de idade, reconhece, para o deleite do folclore popular, que seu caso de amor com a música e com a viola nasceu mesmo num ataque de birra provocado pelo amigo Ademir Romano, o Bacuri, que, medíocre e monocórdio, passava horas e horas encafifado num dó maior e não conseguia finalizar a música iniciada. Indignado, Ênio passou a estudar harmonia e execução, venceu a asma e soltou a voz. Por isso é hoje belo e inspirador, empunhando com altivez a viola e cantando o samba como ele deve ser cantado: com paixão e encantamento, como se todas as canções fossem dedicadas à mulher amada e o mundo fosse se acabar um minuto depois do último acorde dissonante.

No dia em que Ênio Melo se arvorou a mostrar a arte e o talento de Paulinho da Viola no centro histórico de Porto Velho, a noite só poderia mesmo terminar com uma bela homenagem a um monstro sagrado da musicalidade tupiniquim – e assim foi feito, diz a lenda. No plano espiritual, saiba Adoniran Barbosa que sua passagem na terra não foi em vão: a Saudosa Maloca, o Samba do Arnesto e o Trem das Onze continuam semeando, em todos os quadrantes, sentimentos os mais sublimes no coração da gente brasileira. E assim, com Ernesto Melo e Hudson no vocal, entoando o sambista da garoa, teve fim mais um capítulo da maior novela musical de todos os tempos em Rondônia: a Fina Flor do Samba. Salve o Bar do Zizi!

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* Artigo de autoria de Antonio Serpa do Amaral Filho (o Basinho)

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Fina Flor do Samba acontece hoje, 5ª feira, no Mercado Cultural

Após servir de palco para a festa de aniversários em comemoração aos 95 anos da criação do município de Porto Velho na última quinta feira 1º, o Mercado Cultural recebe excepcionalmente na noite de hoje a “Fina Flor do Samba” um projeto coordenado pelo compositor Ernesto Melo que normalmente vem acontecendo às sextas feiras. Como o Mercado Cultural vai receber o show da Cia. de Dança Arte Sagrada na noite de amanhã 9, com o espetáculo “Dança Oriental”, adiamos a nossa Fina Flor do Samba para a noite dessa quinta feira. ”A única coisa que muda é o dia da apresentação, a essência será a mesma, ou seja, os sambistas e os boêmios começam a se reunir a partir das 19h e participam da roda de samba e seresta até a meia noite”. Entre os músicos e sambistas que confirmaram participação encontramos o João Carteiro, Assis Melo, Orismilde Kabeça, Silvio Santos, Bazinho, Beto Ramos, Zola Xavier, Oscar Knight, Valdison Pinheiro, Heitor Almeida, Walci, Enio Melo e Carlinhos Maracanã. Entre as sambistas boêmias, Kinha Miranda, Cristiane, Ana Célia, Erenir e Polyana Woida. “Esse pessoal é o que marca presença todas as semanas. Porém, o convite está aberto a todos os boêmios e sambistas de Porto Velho” lembra Ernesto Melo. A novidade desta quinta feira, segundo o poeta da cidade, é que a Cristina esposa do Assis Melo vai servir aos participantes da Fina Flor do Samba um caldo revigorador. “Hoje também vamos contar com a participação do mais novo boêmio da cidade, compositor e cantor Silvio José”, informa Ernesto. A Fina Flor do Samba acontece na calçada do bar do Zizi no Mercado Cultural. O amante do bom samba e da boa música de seresta não pode perder esse encontro dos nossos melhores sambistas e boêmios.

Fonte: Sílvio Santos

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Parênteses: Parabéns!

"Porto Velho, meu dengo, desde que eu me entendo, tu és o meu caso de amor"
Acabei de ser informada que hj é anivesário do meu queridíssimo Ernesto Melo!
Parabéns, meu querido!
Que possas continuar cantando e encantando nossa querida Porto Velho.
BEIJÃO
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Mais notícias sobre Ernesto:
http://bailadoraandaluza.blogspot.com/search?q=ernesto+melo
http://somdonorte.blogspot.com/2009/08/agenda-porto-velho-ernesto-melo.html
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Fotos: minhas mesmo

terça-feira, 12 de maio de 2009

Show Trinca de Reis, dia 15.05, às 20hs, na inauguração do Mercado Cultural.

Três grandes compositores se juntam para a inauguração do novo Mercado Cultural, na bagagem esses compositores, trazem as histórias do nosso centro da cidade e passeiam por personagens importantes de Porto Velho, bem como bairros históricos.
Este show pode ser considerado didático, pois nas letras eles vão retratando o comportamento da época de ouro da capital.
Visitam bairros, falam de pessoas, o comércio vasto da época, as histórias dos bairros como, Mocambo, Triângulo, Baixa da União, Santa Bárbara.
Os três passeiam pelas Escolas de Samba Diplomatas Caiari e km1, pela boêmia da Taba do Cacique, Tambaqui de Ouro, dos bares do Casimiro, do Arara, Totó e tantos outros.
O Trinca de Reis não será apenas mais um show, mas verdadeiramente uma viagem
poética e sincera aos áureos tempos da Casa das Canetas, da Praça dos Engraxates, do bar do Canto, da Banda do Vai Quem Quer, dos Terreiros e das Paixões.
Ao som dos Violões de Ênio Melo e Silvio José, Cavaquinho de Walcy, Surdo de Zigo, Tumbadoras e Carron de Heitor Almeida, Pandeiro de Éder, Chocalhos e efeitos de Mávilo Melo e Teclados de Junior Castro Alves.
(Dia 15 de maio às 20 horas no Mercado Cultural - centro), Show Trinca de Reis, com Ernesto Melo, Silvio Santos e Bainha.
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Direção e Fonte: Carlinhos Maracanã
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Fotos:
Ernesto Melo e Bainha - minhas mesmo
Sílvio Santos - Eliane Viana

terça-feira, 13 de julho de 2010

Cantor e compositor Bainha é o convidado da Fina Flor do Samba dessa sexta-feira

O coordenador do Projeto “A Fina Flor do Samba” compositor e cantor Ernesto Melo, está divulgando o novo formato das apresentações que acontecem toda sexta feira a partir das 20h00 no Mercado Cultural em Porto Velho.

Desde apresentação do cantor carioca Dunga, Ernesto Melo resolveu reservar horário especial para um cantor local. Assim na sexta feira posterior a apresentação do Dunga teve o show do cantos Jesuá Jonhson, o Bubú, seguido do Chico de Assis, Beto Cezar, Orismilde Kabeça e na última sexta feira dia 9, José Luiz Machado de Assis popularmente conhecido como Torrado. Considerado um dos melhores interpretes de samba, Torrado empolgou a platéia que literalmente lotou o espaço da travessa Renato Medeiros e parte da Praça Getúlio Vargas, cantando direto do palco montado na calçada do Mercado Cultural. O repertório pautado em sambas antológicos como “Brasil” de David Nasser, “Aquarela Brasileira” de Mano Décio do Império e Dona Ivone Lara e tantos ouros sambas que foram e são sucesso. Torrado também presenteou os presentes, com musicas de seresta como “Perfídia”, “Sonho” e “Luzes da Ribalta” todas em ritmo de bolero muito bem acompanhado pelos músicos Norman Júnior, Enio Melo, Bazinho, Caratê, Beto Ramos, Oscar Knight e Silvio Santos.
O show do Torrado começou às 23h00 e apesar de cada cantor ter apenas meia hora para se apresentar, por exigência do público Torrado cantou até às 2h00, contando com as participações especiais dos convidados Piaba, Nilson do Cavaco e Beto Cezar.

Na próxima sexta feira dia 16, o show será com o compositor e cantor Waldemir Pinheiro da Silva, o Bainha, autor de memoráveis sambas enredos das escolas de samba Pobres do Caiari, Diplomatas, Asfaltão e tantas outras entidades carnavalescas.

Fonte: Jornal Diário da Amazônia

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Parênteses - A fina flor do samba - Por Altair santos (Tatá)*

“Lá na frente do mercado cultural, um time de bambas, reunir-se-á em nome duma confraria chamada Fina Flor do Samba. E por falar em samba... Ó samba que nasceste cadente, pra nos cadenciar o espírito, nos acalantar a alma e suavizar esses nossos corpos pesados e cansados, da exaustiva semana. Ó samba que nasceste travesso, inquieto e audaz, na língua da tirada fácil, na resposta ligeira, no requebro imperdível da mulata faceira. Ziriguidum meu samba, vem que eu tô pra ti!” O programa de aniversário do município de Porto Velho (95 anos) continua acendendo velas culturais e, no mesmo diapasão, entoando festivos parabéns pelos quatro cantos da nossa urbe. Ernesto Melo (o poeta da cidade) e a Fina Flor do Samba se apresentarão nesta sexta-feira (25/set a partir das 19:00h) em frente ao Mercado Cultural, na mais genuína e imperdível roda de samba. É pra se achegar e curtir, é pra relaxar, é pra cantar e dançar samba autêntico, dos bons, sem arremedos, sem firulas. É samba e, em sendo, nada mais propício numa sexta-feira.
Quando o clarão do sol amenizar o calor dos seus raios derradeiros, cerram-se as portas da formalidade, o entardecer nos mostra o vão de acesso para a descontração como seta-guia apontando a frente do Mercado Cultural, o ancoradouro das artes e da descontração nesta sexta. Nesse momento descortina-se aquela incontida vontade de soltar o cadarço, afrouxar a gravata, dar tchauzinho pro chefe, arriar a mochila, pegar o buzão ou amorcegar o caminhão do quero ir e rumar pra alegria. É só você querer!
Melhor de tudo, neste jogo do samba que te quero samba, é a sua participação em mais uma atividade promovida pela Prefeitura por meio da Fundação Iaripuna, num dos tantos vivas que os nossos artistas estão cantando pra cidade porto. Ernesto Melo e a Fina Flor do Samba, não são de dar mole e fincarão a bandeira do nosso estilo preferido (o samba é claro!), bem no centro histórico da cidade, como a parafrasear o Caetano Veloso naquele refrão “pé do meu samba, chão de meu terreiro, fé do meu outeiro, tudo para o coração de um brasileiro.” É esse o tom do negócio, é pra chegar, se abancar da situação, tssss abrir uma, brindar e estufar o peito com um gole daqueles e, depois, abraçar o canto e a canção, beijar a cabrocha, se deixar, sem culpas e ressentimentos, navegar na singeleza duma sexta à noite, alojando na mente e no peito os versos memoráveis, a batida palpitante e marcante do velho e incansável samba nosso de cada dia. É pra Porto Velho, é com emoção, com muito amor.

(*) o autor é Presidente da Fundação Cultural Iaripuna

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Fina Flor do Samba. Ode à cidade e encontro das tribos

O velho e bom samba sabor Brasil por aqui sempre presente e imprescindível, heterogêneo, tribal e capaz de partilhar a mesa dos seus acordes entre roqueiros e sertanejos, bluzeiros e bossas novistas, poetas e dançarinos para o santo paticumbum de toda sexta que vai até o início da madrugada, quando começa o êxodo, dos até então presentes, noutras direções.

Lírico e simétrico nos versos de si mesmo, o samba, semanalmente faz a chamada bradando que a noite de sexta-feira, em Porto Velho, tem seu início – às 20h - no Mercado Cultural e justo na parte externa onde, durante o dia, o frenesi da nossa pulsante e palpitante cidade porto denuncia o porvir festivo de logo mais. Lá, quando a tarde vai se deitando e o anoitecer levanta, os novos ventos culturais que aqui sopram içam as velas da nau do samba, num embalo irresistível, do tipo me leva que eu vou. E muitos vão. É hora da Fina Flor do Samba: tão fina e tão flor, tão pura e tão samba que nos premia com incursões várias nas combinações que vão pelas linhas de Agepê a Dadá do Areal, de João Donato e Jorge Aragão a João Henrique (Manga Rosa), passando por Benito Di Paula e Bainha, de Elton Medeiros a Bubu Johnson...

Na hora e medida certas, tantans e pandeiros, ganzás, surdos, cavacos, violões e vozes alojam ziriguiduns e breques no peito do povo. O que antes era um tímido evento defronte ao Mercado Cultural, agora se faz ouvir na aconchegante Praça Getúlio Vargas e arrabaldes ressignificando a cidade para os seus e batizando o centro histórico como o epicentro do samba. Valeu a pena a parceria Ernesto Melo, sambista de Porto Velho, Fundação Cultural Iaripuna e o grande público, perseverarem na idéia.

Aos poucos o povo foi ouvindo, conhecendo, gostando, recomendando e admitindo o projeto como um bem promotor de entretenimento e lazer cultural para os muitos que ali se achegam.

Na última sexta-feira, o Ernesto Melo e seus parceiros levaram como convidados especiais da noite o Grupo Kizomba. Não bastasse João Carteiro, Silvio Santos, Macumbinha e Piaba, terem feito um belo desfile pelo samba nosso de cada dia, a turma do Kizomba tendo ainda no time alguns remanescentes da primeira formação (Cristóvão, Mestre Oscar knightz, Neguinho, Zé Áureo e Marcelo Luna), nos tirou a todos pro canto e pra dança e fez uma das mais empolgantes e envolventes apresentações que testemunhamos desde quando os conhecemos. E não hesitamos. Levados em viagem cantamos os refrões, seguramos a mão da cabrocha e ensaiamos uma seqüência de passos. Mais que isso, ali, a cidade exalava harmonia pura ao redor do velho e imbatível samba. Quando se esgotaram as mesas do bar, a opção era os bancos e escadas da praça, o meio fio ou o par de sandálias, como assento confortável pra quem queria prosear e curtir o show.

Os sabiás e uirapurus de Porto Velho, polidos e multifacetados se fazem mágicos e tomam formas. Neste particular, eles se vestiram de pagodeiros de moral pra nos inebriar com o que de bom há muito não ouvíamos. Houve quem dissesse (e não foram poucos) ter sido aquela a melhora sexta-feira lá no Mercado Cultural. Ver e ouvir o Kizomba em noite de inspiração nos propiciou, além do enlevo para nossos olhos, ouvidos e alma de sambista, testemunhar a valia qualitativa dos nossos bons artistas que, quando chamados dizem presente e fazem bonito. Muito bonito.

* Por: Altair Santos (Tatá) - O autor é músico e Presidente da Fundação Cultural Iaripuna. tatadeportovelho@gmail.com . Publicado originalmente aqui.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Fina Flor do Samba comemora o Dia Nacional do Samba com atração especial.

Hoje, a partir das 20hs, acontece o tradicional sambinha das sextas-feiras: a Fina Flor do Samba - no Mercado Cultural. Muito samba com músicos e compositores locais.
Prestigie!
Atração Especial
Marcos de Souza Nunes ou simplesmente Marquinho PQD um dos compositores de samba mais gravados, por artistas considerados de ponto no mundo do samba como Beth Carvalho Jorge Aragão, Zeca Pagodinho, Arlindo Cruz, Jovelina Pérola Negra e tantos outros expoentes da música genuinamente brasileira, vai se apresentar na próxima sexta feira dia 3 no Mercado Cultural em Porto Velho dentro da programação especial da Fina Flor do Samba. O compositor vem a Porto Velho graças à iniciativa do também cantor e compositor Beto Cezar, em parceria com Ernesto Melo e a Fundação Iaripuna.
Marquinho desembarca na capital rondoniense nesta quarta feira e amanhã de acordo com Beto Cezar vai estar juntamente com os sambistas locais festejando o Dia Nacional do Samba. “Ainda não escolhemos o local onde vamos fazer a festa do Dia Nacional do Samba, mas, com certeza vamos estar cantando e batucando samba em algum lugar da cidade”, disse Beto Cezar.

Marquinhos PQD se apresenta pela segunda vez na cidade. “Os sambistas solicitaram e nós estamos trazendo de novo o Marquinho para se apresentar aqui”, confessa Beto Cezar.

Apesar do Dia Nacional do Samba ser o 2 de dezembro a festa oficial em comemoração ao dia só vai acontecer sexta feira dia 3 durante a apresentação da Fina Flor do Samba. “De inicio estava marcado o show “Desafio do Samba” entre o Bainha e o Silvio Santos, porém como o Silvio encontra-se viajando a serviço da Secel e só retorna justamente sexta feira, ficou inviável a realização do espetáculo musical com o Bainha”, disse Ernesto Melo.

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Com informãções de Sílvio Santos.
A arte da logomarca é de
Beto Ramos.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Carnaval tradicional da Taba do Cacique, dia 22.02, domingo

A banda Caa-ri Taba do cacique e Ernesto Melo apresentam no próximo domingo de carnaval (22) apresenta “Um carnaval como antigamente”. Segundo os organizadores do evento o intuito é apresentar um baile de carnaval das tradicionais marchinhas carnavalescas, tais como: Marcha-rancho, frevo e fantasias.
Quem quiser participar os telefones para reservas são: 3224-2117, falar com Carmenio ou 8426-6495 falar com Ernesto Melo.
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terça-feira, 8 de setembro de 2009

Programação de aniversário de Porto Velho, começa dia 10.09.

SHOW TRINCA DE REIS
Ernesto Melo, Bainha, Silvio Santos e convidados
Quando? 10 de setembro (quinta-feira)
Local: Praça São José - Bairro Mocambo (atrás do Cemitério dos Inocentes)
Horário: 19h00
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VARAL FOTOGRÁFICO
Luiz Brito/Carlos Nina
Quando? 10 de setembro (quinta-feira)
Local: Praça São José - Bairro Mocambo (atrás do Cemitério dos Inocentes)
Horário: 19h00
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ESPETÁCULO DE DANÇA
Ballet Municipal e Cia Chagas Peres
Quando? 11 de setembro (sexta-feira)
Local: Praça Dominó - Conj. 04 de Janeiro
Horário: 19h00
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SHOW MÚSICA INSTRUMENTAL
Escolas de música Jorge Andrade e Som na Leste
Quando? 12 de setembro (sábado)
Local: Praça Getúlio Vargas
Horário: 09h00
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FEIRA DO PORTO
Comidas típicas, artesanato, teatro, música
Quando? 12 de setembro (sábado)
Local: Praça Aluízio Ferreira
Horário: A partir das 18h00
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FESTIVAL DA JUVENTUDE
Música e dança
Quando? 13 de Setembro (domingo)
Local: Associação São Tiago (zona leste)
Horário: A partir das 18h00
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FEIRA DO PORTO
Comidas típicas, artesanato, teatro, música
Quando? 13 de setembro (domingo)
Local: Praça Aluízio Ferreira
Horário: A partir das 18h00
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CANTORES DA NOITE
Quando? 16 de setembro (quarta-feira)
Local: Em frente ao Mercado Cultural
Horário: 19h00
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SHOW CORDAS E BARROS
Com Ceiça Farias
Quando? 17 de setembro (quinta-feira)
Local: Mercado Cultural
Horário: 20h00
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ESPETÁCULO TEATRAL
Quando? 17 de setembro (quinta-feira)
Local: Praça São Sebastião
Horário: 20h00
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ESPETÁCULO MUSICAL
Clube do Choro, Prisma Luminoso e convidados
Quando? 18 de setembro (sexta-feira)
Local: Clube do Choro - Av. Carlos Gomes - Centro
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VARAL FOTOGRÁFICO
Luiz Brito/Carlos Nina
Quando? 18 de setembro (sexta-feira)
Local: Clube do Choro - Av. Carlos Gomes - Centro (*nem sei onde fica mas, suspeito que seja ali no Bar do Alípio ao lado da loja Ideal e quase em frete à Utilar)
Horário: 19h00
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SHOW DE MÚSICA INSTRUMENTAL
Escolas de música Jorge Andrade e Som na Leste
Quando? 19 de setembro - sábado
Local: Praça Jonatas Pedrosa
Horário: 09h00
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PAGODE ZONA SUL
Vários grupos da cidade
Quando? 19 de setembro - sábado
Local: Praça Cj Rio Candeias
Horário: 17h00
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FEIRA DO PORTO
Comidas típicas, artesanato, teatro, música
Quando? 19 de setembro (sábado)
Local: Praça Aluízio Ferreira
Horário: A partir das 18h00
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MOSTRA DE DANÇA
Clássico, erudito e popular
Quando? 20 de setembro - domingo
Local: Parque da cidade - atrás do Porto Velho Shopping
Horário: 19h00
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FEIRA DO PORTO
Comidas típicas, artesanato, teatro, música
Quando? 20 de setembro (domingo)
Local: Praça Aluízio Ferreira
Horário: A partir das 18h00
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SERESTA NO PARQUE
Grupos musicais e seresteiros da cidade
Quando? 24 de setembro - quinta-feira
Local: Parque da Cidade - atrás do Porto Velho Shopping
Horário: 19h00
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FEIRA MULTICULTURAL
Colônias brasileiras: gaúchos, paranaenses, maranhenses, cearenses, amazonenses
Quando? 25 de setembro (sexta-feira)
Local: Parque da Cidade
Horário: 18h00
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FEIRA MULTICULTURAL
Colônias brasileiras: gaúchos, paranaenses, maranhenses, cearenses, amazonensesQuando? 26 de setembro (domingo)
Local: Parque da Cidade
Horário: 18h00
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FEIRA DO PORTO
Comidas típicas, artesanato, teatro, música
Quando? 26 de setembro (sábado)
Local: Praça Aluízio Ferreira
Horário: A partir das 18h00
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FEIRA MULTICULTURAL
Colônias brasileiras: gaúchos, paranaenses, maranhenses, cearenses, amazonenses
Quando? 27 de setembro (domingo)
Local: Parque da Cidade
Horário: 18h00
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FEIRA DO PORTO
Comidas típicas, artesanato, teatro, música
Quando? 27 de setembro (domingo)
Local: Praça Aluízio Ferreira
Horário: A partir das 18h00
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SHOW ESCOLAS DE SAMBA
Asfaltão, Diplomatas, Armário Grande, São João Batista
Quando? 30 de Setembro - quarta-feira
Local: Parque da Cidade - atrás do Porto Velho Shopping
Horário: A partir das 19h00
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SERESTA PRA PORTO VELHO
Anjos da Madrugada, Ernesto Melo, S Silva, Meire e Renato, Armandinho, Carlinhos do Violão e Chiquinho do Acordeão
Quando? 01 de outubro - quinta-feira
Horário: 20h00
Local: Em frente ao Mercado Cultural
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SHOW PIROTÉCNICO (? sim, e não vai ter nenhuma outra atração, não!!???)
Virada do dia 01 para 02 de outubro
Local: Próximo ao Mercado Cultural
Horário: 00h00
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SHOW MUSICAL COM BERG GUERRA E BANDA
Local: Zona leste - espaço a ser definido
Horário: 20h00
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Fonte: Fundação Iaripuna

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Amnhã, 09.10, show Prisma Luminoso com Bubu Johnson no Mercado Cultural


O show Prisma Luminoso é a atração deste sábado, às 20h30, do Mercado Cultural com a participação dos músicos Norman Júnior (violão), Nicodemus (violão), Genésio (cavaquinho) e Bubu Johnson (vocal). A apresentação terá um repertório formado por músicas de compositores consagrados como Paulinho da Viola, Chico Buarque, Ney Lopes e Wilson das Neves e uma homenagem especial ao grande compositor Noel Rosa, que faria cem anos em 2010 se não tivesse morrido precocemente, aos vinte e poucos anos.

Também serão apresentadas músicas de compositores regionais, como Ernesto Melo, Sílvio Santos e o poeta Dadá do Areal. "Mostramos o trabalho de grandes compositores brasileiros e regionais que, infelizmente, não possuem espaço na mídia e por isso passam despercebidos pelas novas gerações", explica Bubu Johnson.

O show Prisma Luminoso inicia mais uma etapa do projeto Gente da Mesma Floresta que terá continuidade com os grupos Trio do Norte e Beradelia, a cantora Elisa Cristina e o show Eternamente Cartola com Ênio Melo.

O ‘Gente da Mesma Floresta’ é um movimento criado por compositores da Amazônia, liderado por Nilson Chaves no Pará, e trazido pelo compositor Erivaldo de Melo Andrade, mais conhecido como Bado, para Rondônia , para valorizar a música produzida na região.

O projeto foi apresentado em Porto Velho em maio deste ano com o lançamento do disco que tem o mesmo nome do movimento, com a participação de artistas de seis estados da Amazônia: Zé Miguel (Amapá), Nilson Chaves (Pará), Bado (Rondônia), Célio Cruz (Amazonas), Eliakin Rufino (Roraima) e Graça Gomes (Acre).


Fonte: Zé Katraca
Foto: Edna Samáira

quarta-feira, 29 de julho de 2009

5ª Cultural apresenta: Trinca de reis, dia 30.07, no Teatro banzeiros


Este espetáculo foi concebido da necessidade de contar parte da história do surgimento da cidade de Porto Velho através de músicas. Seus autores e intérpretes fazem uma viagem no tempo, falando de personagens, bairros, logradouros e da cidade, como era antigamente.
Muitas outras composições ficaram fora, pois a produção desses contadores de história daria pelo menos 05 shows, sem sombra de dúvida.
Waldemir Pinheiro da Silva, Ernesto Bento de Melo e Silvio Santos, formam o trio, que poderia ser quinteto, sexteto e por aí, mas com certeza esses três baluartes do cancioneiro portovelhense, enobrecem os demais.
Alguns porque já partiram, outros preferiram ouvir as histórias de nossa cidade, através da Trinca.
Vou cantar como eu cantei pro mocambo. Como cantei pro triângulo Como cantei pra favela e pro Areal... (Ernesto melo).
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Eu sou da sete de setembro Lá do quilometro um Bairro de gente bamba. De muita mulher, futebol e samba. Waldemir Pinheiro (Bainha).
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E o velho do Porto Não é mais tranqüilo, nem dono de nada. E o Porto do Velho Virou Porto Velho, Nossa Terra Amada. (Silvio Santos).

Troque seu ingresso por 01 Kilo de Alimento não perecível. Pontos de Troca: Casa da Cultura Ivan Marrocos, Mercado Cultural (Zizi), Teatro Banzeiro, Banco da Amazônia, Igreja Batista Nova Caiari (Bairro). Carlinhos maracanã. 9971-5084/ // 8472-2366.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Mais programação para as festividades do aniversário de PVH

A programação relativa ao aniversário de 95 anos de Porto Velho, prossegue com a realização de shows musicais, exibição de documentários e palestras, em diversos pontos da cidade.
As 18 horas desta sexta feira no Mercado Cultural, a Fundação Iaripuna realiza a Pré Conferencia de Cultura e logo após, as 19h30 será exibido o documentário: “Depois Rola o Mocotó”. Ainda no Mercado Cultural, só, que a partir das 20h30, Ernesto Melo reúne a Fina Flor do Samba recebendo os bambas Valdison Pinheiro, Oscar Knight, Kabeça, Chiquinho do Cavaco, Silvio Santos, Heitor Almeida, Enio Melo, Polyana Woida, Carlinhos Maracanã, Beto Ramos, Carimbó e professor o Walci entre outros, que ficam até a meia noite tocando o que existe de melhor do samba e seresta. Enquanto isso, no Teatro Banzeiro o grupo Cia. do Traço vai apresentar a peça “O Marinheiro” (20h).
O show que realmente é considerado oficial dentro da programação dos 95 anos de criação do município de Porto Velho, vai acontecer no Villas Bar a partir das 19h, com os integrantes do Clube do Choro, Prisma Luminoso, convidados e ainda com o varal fotográfico do fotógrafo Luiz Brito. O Prisma Luminoso conta com os músicos Bubu Johnson (voz), Normam Júnior (violão de seis), Nicodemo (violão de sete) e Genézio (cavaquinho).
A festa para Porto Velho continua sábado na praça Getúlio Vargas com o show de música instrumental com os professores e alunos da escola de música Jorge Andrade e Som da Leste com início às 9h.
Sábado e domingo à noite o negócio é na praça Aluízio Ferreira durante a Feira do Porto.
A Fundação Iaripuna programou para domingo a partir das 19h no Parque da Cidade, espetáculos de dança clássica, erudita e popular.
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Fonte: Diário da Amazônia

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Clube do Choro e Show Prisma Luminoso dia 18.09, sexta-feira, em frente ao Villas Bar.

Lá na Rua Carlos Gomes, entre a Marechal Deodoro e a Tenreiro Aranha (centro) a programação cultural de aniversário da cidade, que vem sendo realizada pela Prefeitura de Porto Velho - por meio da Fundação Cultural Iaripuna, apresenta na noite desta sexta-feira, 18, a partir das 19h00 dois shows dos mais aguardados da temporada festiva em homenagem à cidade porto. Em cartaz Clube do Choro e Show Prisma Luminoso.
Os dois atrativos da ocasião serão permeados pela luxuosa participação especial de cantores, instrumentistas e atores locais, num painel cultural cuidadosamente elaborado para exibir ao público da cidade, a essência poética e melódica dos nossos versáteis artistas. O Clube do Choro, formado por experientes músicos como Norman Johnson Junior, Nicodemos e Genésio sempre rodeados de outros não menos performáticos músicos, farão exalar a belíssima obra de compositores brasileiros como Jacó do Bandolim, Valdir Azevedo, Ernesto Nazaré, Pixinguinha, Chiquinha Gonzaga, Heitor Villa Lobos, dentre outros.
O Clube do Choro é uma proposta dissociada dos modismos em voga e recoloca na cena cultural, de nossa cidade – o chorinho – como um dos estilos que, há muito, habita a preferência musical dos brasileiros.
O outro show - Prisma Luminoso – traz ao palco da Rua Carlos Gomes (defronte ao Villas Bar), a voz de Bubu Johnson que se fará acompanhar do seleto time do Clube do Choro, para cantar algumas do Noel Rosa, outras do Elton Medeiros, umas e outras do Paulinho da Viola, outras mais do Cartola, Nelson Cavaquinho... e pra coisa continuar fluindo sob o enlevo da boa música, o Bubu também nos leva a um passeio pelos repertórios de Ernesto Melo, Bainha, Dadá do Areal e Sílvio Santos, grandes ases da música local. Do alto da sua voz grave, porém terna e sossegada, o artista nos chama pra cantar coisas de Porto Velho, da histórica trajetória desse atracadouro madeirense, onde aportaram e aportam cidadãos dos muitos longes desse brasilzão de meu deus. Convite feito é hora de preparar o espírito e o linho pra festa em homenagem ao município.
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Fonte: Assessoria - Fundação Iaripuna

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

É hoje: Clube do Choro e Show Prisma Luminoso, na Av.: Carlos Gomes, a partir das 19hs

Lá na Rua Carlos Gomes, entre a Marechal Deodoro e a Tenreiro Aranha (centro) a programação cultural de aniversário da cidade, que vem sendo realizada pela Prefeitura de Porto Velho - por meio da Fundação Cultural Iaripuna, apresenta na noite desta sexta-feira, 18, a partir das 19h00 dois shows dos mais aguardados da temporada festiva em homenagem à cidade porto. Em cartaz Clube do Choro e Show Prisma Luminoso.
Os dois atrativos da ocasião serão permeados pela luxuosa participação especial de cantores, instrumentistas e atores locais, num painel cultural cuidadosamente elaborado para exibir ao público da cidade, a essência poética e melódica dos nossos versáteis artistas. O Clube do Choro, formado por experientes músicos como Norman Johnson Junior, Nicodemos e Genésio sempre rodeados de outros não menos performáticos músicos, farão exalar a belíssima obra de compositores brasileiros como Jacó do Bandolim, Valdir Azevedo, Ernesto Nazaré, Pixinguinha, Chiquinha Gonzaga, Heitor Villa Lobos, dentre outros.O Clube do Choro é uma proposta dissociada dos modismos em voga e recoloca na cena cultural, de nossa cidade – o chorinho – como um dos estilos que, há muito, habita a preferência musical dos brasileiros. O outro show - Prisma Luminoso – traz ao palco da Rua Carlos Gomes (defronte ao Villas Bar), a voz de Bubu Johnson que se fará acompanhar do seleto time do Clube do Choro, para cantar algumas do Noel Rosa, outras do Elton Medeiros, umas e outras do Paulinho da Viola, outras mais do Cartola, Nelson Cavaquinho... e pra coisa continuar fluindo sob o enlevo da boa música, o Bubu também nos leva a um passeio pelos repertórios de Ernesto Melo, Bainha, Dadá do Areal e Sílvio Santos, grandes ases da música local. Do alto da sua voz grave, porém terna e sossegada, o artista nos chama pra cantar coisas de Porto Velho, da histórica trajetória desse atracadouro madeirense, onde aportaram e aportam cidadãos dos muitos longes desse brasilzão de meu deus. Convite feito é hora de preparar o espírito e o linho pra festa em homenagem ao município.

Fonte: Assessoria - Fundação Iaripuna

sábado, 16 de maio de 2009

Inauguração do Mercado Cultural..

Claro que a gente estava por lá...
Confira:

Vista da frente do Mercado Cultural:

O público compareceu pra prestigiar a inauguração:


Carlinhos Maracanã, idealizador do show Trinca de Reis: Ernesto Melo abre o show:
"Porto Velho, meu dengo, desde que eu me entendo:
tu és o meu caso de amor..." (não foi com essa não. Mas, eu adoro essa música)

Violão e Cavaquinho: Silvinho e Sandro Andrade

Mestre Bainha: "Mocambo berço da boêmia"

Sílvio Santos

Mais tarde, teço os comentários...

Fotos: minhas mesmo

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Fundação Iaripuna promove sarau no Mercado Cultural, dia 17.10

Fundação Cultural Iaripuna, em parceria com uma comissão de artistas, promove nesta sexta-feira (17), das 17h às 22h, um sarau cultural nas dependências do Mercado Cultural, que a prefeitura está reconstruindo no centro e Porto Velho. O evento contará com a participação de diversos segmentos culturais de Porto Velho, com música, poesia, fotografia, artes plásticas e culinária, entre outras manifestações artísticas.
O sarau foi idealizado com o objetivo de reafirmar o compromisso dos artistas com a história do município, já que será feito junto a um dos mais representativos pontos de encontro da comunidade de Porto Velho, que é o mais antigo mercado público da Capital, destruído por um incêndio na década de 50 e que está sendo reerguido com as características originais, com o objetivo de se tornar um espaço para a realização de atividades culturais e de lazer para os moradores da Capital.
O sarau vai oferecer uma mostra da Música Popular Brasileira e já tem confirmada a presença do Zizi, comerciante que se tornou um símbolo de resistência pela preservação do Mercado. Também está confirmada a participação da artista plástica Rita Queiroz, com longa tradição de luta em prol das artes plásticas, que deverá ser homenageada, como símbolo que é da resistência e da luta pela dignidade do ofício artístico em Rondônia.
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De acordo com o que ficou acertado em reunião, cada músico apresentará entre três e cinco músicas e os contatos deverão ser feitos com o professor e historiador Emmanoel Gomes pelo telefone 9256 - 7526.
Já confirmaram presença os seguintes artistas Charles Kazam, Baaribú Nonato, Nícolas Jr, Bado, Gilson Maciel, Binho, Paulinho Rodrigues, Cristiam, Fabiano, Maicom Richard, Taiguara. “Estamos tentando contato com André Porto, Zezinho Maranhão, Néia, Elisa, Ceissa, Cidão, Marão, Bino, Helder, Beto, Vanessa, Danilo, Patrícia Cavaleiro, Júnior Lopes, Katatau, Domênico, Bira, Carlinhos Vale, Cabelo, Caio, Márcio Moreno, Joás, Rogério Cabral, Silvio Santos, Silvio José Santos, Júnior de Castro Alves, Ernesto Melo e Gustavo Erse.
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Fonte: http://ro.noticianahora.com.br/?noticia=58911#top

quinta-feira, 14 de maio de 2009

TPM - Mercado Cultural, a Fênix ribeirinha - por Antônio Serpa do Amaral Filho


A administração Roberto Sobrinho entregará à comunidade, nesta sexta-feira, mais um espaço para mostra de arte, vivência do lazer e venda de iguarias regionais: o Mercado Cultural. Para se fazer justiça à obra petista, Sobrinho terá que honrar o bônus e suportar o respectivo ônus da empreitada.
Novíssimo em folha, ao custo de um milhão de reais, e edificado sob o túmulo do antigo Mercado Municipal, onde também foi soterrado o Bar do Zizi, o rebento vem ao mundo já marcado pela polêmica. Explica-se: para soerguer essa estrutura urbana a prefeitura de Porto Velho mandou sacrificar os dois únicos boxes remanescentes do bem cultural construído em meado do século 20: o Mercado Público Municipal. O atentado perpetrado contra a memória beradeira foi considerado à época, por este aprendiz de periodista, “O Solo Mais Fúnebre do Maestro Júlio Yriarte” – então presidente da Fundação Iaripuna, a quem incumbe zelar pelos bens culturais dos karipunas e guaporés. Nessa levada, vozes críticas passaram a ecoar em todos os quadrantes da urbe porto-velhense.
O caso ganhou espaço na mídia especializada de grande porte e, no final de 2008, a Revista da Biblioteca Nacional tascou um torpedo no imbróglio, afirmando que “um sentimento de indignação envolve a capital de Rondônia desde fevereiro. Os moradores de Porto Velho assistiram, perplexos, à destruição dos últimos resquícios do Mercado Público Municipal, uma relíquia dos tempos áureos do ciclo da borracha!” O poeta municipal Antônio Cândido bradou em prosa e verso: Mais uma página da história foi rasgada/desta cidade a quem eu quero bem/E do velho mercado destruído/restou o pó e ferro retorcido/exposto na amplidão.
Nosso velho mercadovirou pó/na lâmina possante do trator./Resta apenas agora uma saudade,/e na página da história/um rabisco de dor. A partir daí o angu engrossou o caldo, tendo a Associação Cultural Rio Madeira, em ferino manifesto, chamado a destruição do sítio residual do antigo mercado de “ação desmiolada” da gerência petista. E o circo pegou fogo, inclusive nas hostes municipais do Partido dos Trabalhadores, onde correntes “preservacionistas” e “progressistas” travaram luta renhida na discussão do tema entre a companheirada.O Grupo Cidade, Cultura e Inclusão tocou o zaralho e veio a público dizer o pensava. O causídico Ernande Segismundo, paridor da idéia de revitalização do centro histórico da cidade, compareceu na arena do debate para dizer que a destruição do Bar do Zizi não tinha seu aval, posto ser ele defensor intransigente da memória da gente destas paragens, tendo travado 20 anos de luta contra a ganância dos Tourinhos, que abocanharam, ilicitamente, o pedaço onde hoje está construído o Edifício Rio Madeira. Todavia, vozes dantes altaneiras e defensoras do bem cultural dos nativos calaram-se, acomodadas nos seus respectivos cargos da máquina administrativa. O antigo e valoroso núcleo de resistência residiria agora no núcleo do poder, e acender uma vela pra Deus e outra pro Diabo sempre foi uma tarefa complicada na arte da política, exceto para os tucanos. O que coube historicamente a Calabar, aqui não faria sentido algum se outorgado fosse aos que fizeram vista grossa e ouvidos de mercador à causa do velho mercado: o elogio à tradição.
Entretanto, em que pese o mercado ter morrido feito um cão sem dono, clamando por socorro ao Mado, Binho, Bado, Bira, Bubu e Babá, não é a primeira vez que a força da grana ergue e destrói coisas belas nas barrancas do Madeira. Ensina-nos o poeta e pesquisador Antônio Cândido que Fernando Guapindaia, nosso inaugural superintendente, construiu e inaugurou, em 1915, o primeiro mercado municipal da cidade. Seu substituto, Joaquim Tanajura, não gostou e mandou demolir o prédio, argumentando que faria outro de maior porte. Mas seu intento não passou do alicerce. Cada prefeito que entrava fazia um pedaço da obra, até que, em 1950, o prefeito Ruy Brasil Cantanhede finalmente inauguraria o Mercado Municipal, na sua segunda versão. É o processo de vida e morte a serviço da história.
Nesse ciclo perene, o Mercado Cultural vive hoje seu apogeu de vida. Do anfiteatro jorrarão as peças musicais da velha e nova safra de compositores. De cara, as presenças de Ernesto Melo, Bainha e Silvio Santos garantem a qualidade musical da noite de estréia. E tem mais. Comidas típicas, artesanatos, CDs de artistas locais, livros, peças teatrais e performances são alguns dos muitos produtos a serem oferecidos ao público visitante, nessa nova fase cultural do antigo mercado. Com a fachada estilizada em art nouveau, buscando a maior dose possível de fidelidade ao projeto original, o Mercado Cultural tenta se redimir do pecado original em que foi gestado e procura se impor a partir de agora como o novo estandarte patrimonial da cidade. Das cinzas residuais do bem e do mal renasce para o mundo dos valores culturais a Fênix ribeirinha, O Mercado Cultural – um Prometeu que pretende roubar dos deuses o fogo da sabedoria para doá-lo aos homens no intuito pedagógico de que eles aprendam a reverenciar a memória dos seus antepassados. Ainda que por vias transversas, é inegável que Roberto Sobrinho entrará para a história como aquele administrador que deu vida ao Titã. É, em honra, a parte que lhe cabe deste latifúndio.
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Texto de: Antônio Serpa do Amaral Filho