"...e, depois daquela mangada, ela nunca mais foi a mesma..." (vera andrade)
quinta-feira, 27 de setembro de 2012
Projeto 'Só Bambas' homenageia Ernesto Melo e Mestre Babá
terça-feira, 20 de setembro de 2011
Ernesto Melo é tema do Galo da Meia Noite
terça-feira, 10 de agosto de 2010
Parênteses - Fina Flor do Samba Revela Ênio Melo Cantando Paulinho da Viola*
A missão honrosa de fazer a abertura do show coube ao Presidente da Fundação Cultural Iaripuna, Altair dos Santos, o Tatá, que, mesmo sem a bendita iluminação artística no palco que mais vende a imagem do Mercado Cultural, não se fez de rogado e apresentou ao público a atração da noite, narrando em síntese um pouco da trajetória de vida do filho de Dona Tereza e do seu Esmite Bento de Melo, o Príncipe do Real Segredo Maçônico de Rondônia e um dos poucos a ter, in memorian, cadeira cativa no tradicional Bar do Zizi. Quanto ao despojamento, nota dez para o Tatá. Quanto à atitude administrativa de providenciar luzes para o show, a nota crítica não poderia ser outra: ZERO.
Sabendo que cantar Paulinho da Viola não é fazer um pagode qualquer em boteco de pé de esquina, Ênio se cercou de todos os cuidados musicais possíveis na produção do seu show e conseguiu o melhor dos resultados: interpretar com maestria a obra do grande compositor, sem pagar tributo nem ao culto exagerado à imagem do artista nem ao romantismo intenso que flui das construções poéticas de suas letras. Ninguém precisa empurrar o rio Madeira abaixo, pois ele corre pachorrentamente sozinho - é sabido. Na gestalt musical de Ênio Melo deu-se a mesma coisa: Paulinho da Viola jorrou naturalmente no leito cadencial dos acordes bem articulados do sargento Ney, com o auxílio luxuoso do pandeiro de Válber, do apurado tamborim de Edmilson Night, do tantã bem colocado de Neguinho, o ganzá e o reco-reco dos serenos Sérgio e Beto Ramos e o surdo hiperbólico de Álvaro, ex-integrante do Kizomba. Jogando no meio de campo desse time de bambas, via-se Oscar Night batucando em síncopes seu requintado repique de mão.
Ênio Melo, a grande atração musical da última exibição do Fina Flor do Samba, é um intuitivo. Irmão de Ernesto Melo e marido de Dona Rosa, ele ingressou de forma transversa no domínio do violão, pois antes de saber ele já sabia que sabia. Hoje, com 5.0 de idade, reconhece, para o deleite do folclore popular, que seu caso de amor com a música e com a viola nasceu mesmo num ataque de birra provocado pelo amigo Ademir Romano, o Bacuri, que, medíocre e monocórdio, passava horas e horas encafifado num dó maior e não conseguia finalizar a música iniciada. Indignado, Ênio passou a estudar harmonia e execução, venceu a asma e soltou a voz. Por isso é hoje belo e inspirador, empunhando com altivez a viola e cantando o samba como ele deve ser cantado: com paixão e encantamento, como se todas as canções fossem dedicadas à mulher amada e o mundo fosse se acabar um minuto depois do último acorde dissonante.
No dia em que Ênio Melo se arvorou a mostrar a arte e o talento de Paulinho da Viola no centro histórico de Porto Velho, a noite só poderia mesmo terminar com uma bela homenagem a um monstro sagrado da musicalidade tupiniquim – e assim foi feito, diz a lenda. No plano espiritual, saiba Adoniran Barbosa que sua passagem na terra não foi em vão: a Saudosa Maloca, o Samba do Arnesto e o Trem das Onze continuam semeando, em todos os quadrantes, sentimentos os mais sublimes no coração da gente brasileira. E assim, com Ernesto Melo e Hudson no vocal, entoando o sambista da garoa, teve fim mais um capítulo da maior novela musical de todos os tempos em Rondônia: a Fina Flor do Samba. Salve o Bar do Zizi!
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* Artigo de autoria de Antonio Serpa do Amaral Filho (o Basinho)
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Fina Flor do Samba acontece hoje, 5ª feira, no Mercado Cultural
Após servir de palco para a festa de aniversários em comemoração aos 95 anos da criação do município de Porto Velho na última quinta feira 1º, o Mercado Cultural recebe excepcionalmente na noite de hoje a “Fina Flor do Samba” um projeto coordenado pelo compositor Ernesto Melo que normalmente vem acontecendo às sextas feiras. Como o Mercado Cultural vai receber o show da Cia. de Dança Arte Sagrada na noite de amanhã 9, com o espetáculo “Dança Oriental”, adiamos a nossa Fina Flor do Samba para a noite dessa quinta feira. ”A única coisa que muda é o dia da apresentação, a essência será a mesma, ou seja, os sambistas e os boêmios começam a se reunir a partir das 19h e participam da roda de samba e seresta até a meia noite”. Entre os músicos e sambistas que confirmaram participação encontramos o João Carteiro, Assis Melo, Orismilde Kabeça, Silvio Santos, Bazinho, Beto Ramos, Zola Xavier, Oscar Knight, Valdison Pinheiro, Heitor Almeida, Walci, Enio Melo e Carlinhos Maracanã. Entre as sambistas boêmias, Kinha Miranda, Cristiane, Ana Célia, Erenir e Polyana Woida. “Esse pessoal é o que marca presença todas as semanas. Porém, o convite está aberto a todos os boêmios e sambistas de Porto Velho” lembra Ernesto Melo. A novidade desta quinta feira, segundo o poeta da cidade, é que a Cristina esposa do Assis Melo vai servir aos participantes da Fina Flor do Samba um caldo revigorador. “Hoje também vamos contar com a participação do mais novo boêmio da cidade, compositor e cantor Silvio José”, informa Ernesto. A Fina Flor do Samba acontece na calçada do bar do Zizi no Mercado Cultural. O amante do bom samba e da boa música de seresta não pode perder esse encontro dos nossos melhores sambistas e boêmios.
Fonte: Sílvio Santos
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
Parênteses: Parabéns!
BEIJÃO
http://bailadoraandaluza.blogspot.com/search?q=ernesto+melo
http://somdonorte.blogspot.com/2009/08/agenda-porto-velho-ernesto-melo.html
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Fotos: minhas mesmo
terça-feira, 12 de maio de 2009
Show Trinca de Reis, dia 15.05, às 20hs, na inauguração do Mercado Cultural.
Este show pode ser considerado didático, pois nas letras eles vão retratando o comportamento da época de ouro da capital.
Visitam bairros, falam de pessoas, o comércio vasto da época, as histórias dos bairros como, Mocambo, Triângulo, Baixa da União, Santa Bárbara.
O Trinca de Reis não será apenas mais um show, mas verdadeiramente uma viagem
Ao som dos Violões de Ênio Melo e Silvio José, Cavaquinho de Walcy, Surdo de Zigo, Tumbadoras e Carron de Heitor Almeida, Pandeiro de Éder, Chocalhos e efeitos de Mávilo Melo e Teclados de Junior Castro Alves.

Direção e Fonte: Carlinhos Maracanã
Fotos:
Ernesto Melo e Bainha - minhas mesmo
Sílvio Santos - Eliane Viana
terça-feira, 13 de julho de 2010
Cantor e compositor Bainha é o convidado da Fina Flor do Samba dessa sexta-feira
O show do Torrado começou às 23h00 e apesar de cada cantor ter apenas meia hora para se apresentar, por exigência do público Torrado cantou até às 2h00, contando com as participações especiais dos convidados Piaba, Nilson do Cavaco e Beto Cezar.
Fonte: Jornal Diário da Amazônia
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
Parênteses - A fina flor do samba - Por Altair santos (Tatá)*
O programa de aniversário do município de Porto Velho (95 anos) continua acendendo velas culturais e, no mesmo diapasão, entoando festivos parabéns pelos quatro cantos da nossa urbe. Ernesto Melo (o poeta da cidade) e a Fina Flor do Samba se apresentarão nesta sexta-feira (25/set a partir das 19:00h) em frente ao Mercado Cultural, na mais genuína e imperdível roda de samba. É pra se achegar e curtir, é pra relaxar, é pra cantar e dançar samba autêntico, dos bons, sem arremedos, sem firulas. É samba e, em sendo, nada mais propício numa sexta-feira.Quando o clarão do sol amenizar o calor dos seus raios derradeiros, cerram-se as portas da formalidade, o entardecer nos mostra o vão de acesso para a descontração como seta-guia apontando a frente do Mercado Cultural, o ancoradouro das artes e da descontração nesta sexta. Nesse momento descortina-se aquela incontida vontade de soltar o cadarço, afrouxar a gravata, dar tchauzinho pro chefe, arriar a mochila, pegar o buzão ou amorcegar o caminhão do quero ir e rumar pra alegria. É só você querer!
Melhor de tudo, neste jogo do samba que te quero samba, é a sua participação em mais uma atividade promovida pela Prefeitura por meio da Fundação Iaripuna, num dos tantos vivas que os nossos artistas estão cantando pra cidade porto. Ernesto Melo e a Fina Flor do Samba, não são de dar mole e fincarão a bandeira do nosso estilo preferido (o samba é claro!), bem no centro histórico da cidade, como a parafrasear o Caetano Veloso naquele refrão “pé do meu samba, chão de meu terreiro, fé do meu outeiro, tudo para o coração de um brasileiro.” É esse o tom do negócio, é pra chegar, se abancar da situação, tssss abrir uma, brindar e estufar o peito com um gole daqueles e, depois, abraçar o canto e a canção, beijar a cabrocha, se deixar, sem culpas e ressentimentos, navegar na singeleza duma sexta à noite, alojando na mente e no peito os versos memoráveis, a batida palpitante e marcante do velho e incansável samba nosso de cada dia. É pra Porto Velho, é com emoção, com muito amor.
(*) o autor é Presidente da Fundação Cultural Iaripuna
quinta-feira, 29 de julho de 2010
Fina Flor do Samba. Ode à cidade e encontro das tribos
Lírico e simétrico nos versos de si mesmo, o samba, semanalmente faz a chamada bradando que a noite de sexta-feira, em Porto Velho, tem seu início – às 20h - no Mercado Cultural e justo na parte externa onde, durante o dia, o frenesi da nossa pulsante e palpitante cidade porto denuncia o porvir festivo de logo mais. Lá, quando a tarde vai se deitando e o anoitecer levanta, os novos ventos culturais que aqui sopram içam as velas da nau do samba, num embalo irresistível, do tipo me leva que eu vou. E muitos vão. É hora da Fina Flor do Samba: tão fina e tão flor, tão pura e tão samba que nos premia com incursões várias nas combinações que vão pelas linhas de Agepê a Dadá do Areal, de João Donato e Jorge Aragão a João Henrique (Manga Rosa), passando por Benito Di Paula e Bainha, de Elton Medeiros a Bubu Johnson...
Na hora e medida certas, tantans e pandeiros, ganzás, surdos, cavacos, violões e vozes alojam ziriguiduns e breques no peito do povo. O que antes era um tímido evento defronte ao Mercado Cultural, agora se faz ouvir na aconchegante Praça Getúlio Vargas e arrabaldes ressignificando a cidade para os seus e batizando o centro histórico como o epicentro do samba. Valeu a pena a parceria Ernesto Melo, sambista de Porto Velho, Fundação Cultural Iaripuna e o grande público, perseverarem na idéia.
Aos poucos o povo foi ouvindo, conhecendo, gostando, recomendando e admitindo o projeto como um bem promotor de entretenimento e lazer cultural para os muitos que ali se achegam.
Na última sexta-feira, o Ernesto Melo e seus parceiros levaram como convidados especiais da noite o Grupo Kizomba. Não bastasse João Carteiro, Silvio Santos, Macumbinha e Piaba, terem feito um belo desfile pelo samba nosso de cada dia, a turma do Kizomba tendo ainda no time alguns remanescentes da primeira formação (Cristóvão, Mestre Oscar knightz, Neguinho, Zé Áureo e Marcelo Luna), nos tirou a todos pro canto e pra dança e fez uma das mais empolgantes e envolventes apresentações que testemunhamos desde quando os conhecemos. E não hesitamos. Levados em viagem cantamos os refrões, seguramos a mão da cabrocha e ensaiamos uma seqüência de passos. Mais que isso, ali, a cidade exalava harmonia pura ao redor do velho e imbatível samba. Quando se esgotaram as mesas do bar, a opção era os bancos e escadas da praça, o meio fio ou o par de sandálias, como assento confortável pra quem queria prosear e curtir o show.
Os sabiás e uirapurus de Porto Velho, polidos e multifacetados se fazem mágicos e tomam formas. Neste particular, eles se vestiram de pagodeiros de moral pra nos inebriar com o que de bom há muito não ouvíamos. Houve quem dissesse (e não foram poucos) ter sido aquela a melhora sexta-feira lá no Mercado Cultural. Ver e ouvir o Kizomba em noite de inspiração nos propiciou, além do enlevo para nossos olhos, ouvidos e alma de sambista, testemunhar a valia qualitativa dos nossos bons artistas que, quando chamados dizem presente e fazem bonito. Muito bonito.
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
Fina Flor do Samba comemora o Dia Nacional do Samba com atração especial.
Prestigie!
Atração EspecialMarcos de Souza Nunes ou simplesmente Marquinho PQD um dos compositores de samba mais gravados, por artistas considerados de ponto no mundo do samba como Beth Carvalho Jorge Aragão, Zeca Pagodinho, Arlindo Cruz, Jovelina Pérola Negra e tantos outros expoentes da música genuinamente brasileira, vai se apresentar na próxima sexta feira dia 3 no Mercado Cultural em Porto Velho dentro da programação especial da Fina Flor do Samba. O compositor vem a Porto Velho graças à iniciativa do também cantor e compositor Beto Cezar, em parceria com Ernesto Melo e a Fundação Iaripuna.
Marquinho desembarca na capital rondoniense nesta quarta feira e amanhã de acordo com Beto Cezar vai estar juntamente com os sambistas locais festejando o Dia Nacional do Samba. “Ainda não escolhemos o local onde vamos fazer a festa do Dia Nacional do Samba, mas, com certeza vamos estar cantando e batucando samba em algum lugar da cidade”, disse Beto Cezar.
Marquinhos PQD se apresenta pela segunda vez na cidade. “Os sambistas solicitaram e nós estamos trazendo de novo o Marquinho para se apresentar aqui”, confessa Beto Cezar.
Apesar do Dia Nacional do Samba ser o 2 de dezembro a festa oficial em comemoração ao dia só vai acontecer sexta feira dia 3 durante a apresentação da Fina Flor do Samba. “De inicio estava marcado o show “Desafio do Samba” entre o Bainha e o Silvio Santos, porém como o Silvio encontra-se viajando a serviço da Secel e só retorna justamente sexta feira, ficou inviável a realização do espetáculo musical com o Bainha”, disse Ernesto Melo.
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Com informãções de Sílvio Santos.
A arte da logomarca é de Beto Ramos.
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
Carnaval tradicional da Taba do Cacique, dia 22.02, domingo
Quem quiser participar os telefones para reservas são: 3224-2117, falar com Carmenio ou 8426-6495 falar com Ernesto Melo.
terça-feira, 8 de setembro de 2009
Programação de aniversário de Porto Velho, começa dia 10.09.
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sexta-feira, 8 de outubro de 2010
Amnhã, 09.10, show Prisma Luminoso com Bubu Johnson no Mercado Cultural
O ‘Gente da Mesma Floresta’ é um movimento criado por compositores da Amazônia, liderado por Nilson Chaves no Pará, e trazido pelo compositor Erivaldo de Melo Andrade, mais conhecido como Bado, para Rondônia , para valorizar a música produzida na região.
Fonte: Zé Katraca
Foto: Edna Samáira
quarta-feira, 29 de julho de 2009
5ª Cultural apresenta: Trinca de reis, dia 30.07, no Teatro banzeiros

Muitas outras composições ficaram fora, pois a produção desses contadores de história daria pelo menos 05 shows, sem sombra de dúvida.
Waldemir Pinheiro da Silva, Ernesto Bento de Melo e Silvio Santos, formam o trio, que poderia ser quinteto, sexteto e por aí, mas com certeza esses três baluartes do cancioneiro portovelhense, enobrecem os demais.
Alguns porque já partiram, outros preferiram ouvir as histórias de nossa cidade, através da Trinca.
Vou cantar como eu cantei pro mocambo. Como cantei pro triângulo Como cantei pra favela e pro Areal... (Ernesto melo).
Eu sou da sete de setembro Lá do quilometro um Bairro de gente bamba. De muita mulher, futebol e samba. Waldemir Pinheiro (Bainha).
Troque seu ingresso por 01 Kilo de Alimento não perecível. Pontos de Troca: Casa da Cultura Ivan Marrocos, Mercado Cultural (Zizi), Teatro Banzeiro, Banco da Amazônia, Igreja Batista Nova Caiari (Bairro). Carlinhos maracanã. 9971-5084/ // 8472-2366.
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
Mais programação para as festividades do aniversário de PVH
O show que realmente é considerado oficial dentro da programação dos 95 anos de criação do município de Porto Velho, vai acontecer no Villas Bar a partir das 19h, com os integrantes do Clube do Choro, Prisma Luminoso, convidados e ainda com o varal fotográfico do fotógrafo Luiz Brito. O Prisma Luminoso conta com os músicos Bubu Johnson (voz), Normam Júnior (violão de seis), Nicodemo (violão de sete) e Genézio (cavaquinho).
A festa para Porto Velho continua sábado na praça Getúlio Vargas com o show de música instrumental com os professores e alunos da escola de música Jorge Andrade e Som da Leste com início às 9h.
Sábado e domingo à noite o negócio é na praça Aluízio Ferreira durante a Feira do Porto.
A Fundação Iaripuna programou para domingo a partir das 19h no Parque da Cidade, espetáculos de dança clássica, erudita e popular.
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terça-feira, 15 de setembro de 2009
Clube do Choro e Show Prisma Luminoso dia 18.09, sexta-feira, em frente ao Villas Bar.
Os dois atrativos da ocasião serão permeados pela luxuosa participação especial de cantores, instrumentistas e atores locais, num painel cultural cuidadosamente elaborado para exibir ao público da cidade, a essência poética e melódica dos nossos versáteis artistas. O Clube do Choro, formado por experientes músicos como Norman Johnson Junior, Nicodemos e Genésio sempre rodeados de outros não menos performáticos músicos, farão exalar a belíssima obra de compositores brasileiros como Jacó do Bandolim, Valdir Azevedo, Ernesto Nazaré, Pixinguinha, Chiquinha Gonzaga, Heitor Villa Lobos, dentre outros.
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
É hoje: Clube do Choro e Show Prisma Luminoso, na Av.: Carlos Gomes, a partir das 19hs
Fonte: Assessoria - Fundação Iaripuna
sábado, 16 de maio de 2009
Inauguração do Mercado Cultural..
Confira:
Vista da frente do Mercado Cultural:
O público compareceu pra prestigiar a inauguração:
Violão e Cavaquinho: Silvinho e Sandro Andrade
Mestre Bainha: "Mocambo berço da boêmia"
Sílvio Santos
Mais tarde, teço os comentários...
Fotos: minhas mesmo
quarta-feira, 15 de outubro de 2008
Fundação Iaripuna promove sarau no Mercado Cultural, dia 17.10
O sarau foi idealizado com o objetivo de reafirmar o compromisso dos artistas com a história do município, já que será feito junto a um dos mais representativos pontos de encontro da comunidade de Porto Velho, que é o mais antigo mercado público da Capital, destruído por um incêndio na década de 50 e que está sendo reerguido com as características originais, com o objetivo de se tornar um espaço para a realização de atividades culturais e de lazer para os moradores da Capital.
O sarau vai oferecer uma mostra da Música Popular Brasileira e já tem confirmada a presença do Zizi, comerciante que se tornou um símbolo de resistência pela preservação do Mercado. Também está confirmada a participação da artista plástica Rita Queiroz, com longa tradição de luta em prol das artes plásticas, que deverá ser homenageada, como símbolo que é da resistência e da luta pela dignidade do ofício artístico em Rondônia.
De acordo com o que ficou acertado em reunião, cada músico apresentará entre três e cinco músicas e os contatos deverão ser feitos com o professor e historiador Emmanoel Gomes pelo telefone 9256 - 7526.
Já confirmaram presença os seguintes artistas Charles Kazam, Baaribú Nonato, Nícolas Jr, Bado, Gilson Maciel, Binho, Paulinho Rodrigues, Cristiam, Fabiano, Maicom Richard, Taiguara. “Estamos tentando contato com André Porto, Zezinho Maranhão, Néia, Elisa, Ceissa, Cidão, Marão, Bino, Helder, Beto, Vanessa, Danilo, Patrícia Cavaleiro, Júnior Lopes, Katatau, Domênico, Bira, Carlinhos Vale, Cabelo, Caio, Márcio Moreno, Joás, Rogério Cabral, Silvio Santos, Silvio José Santos, Júnior de Castro Alves, Ernesto Melo e Gustavo Erse.
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Fonte: http://ro.noticianahora.com.br/?noticia=58911#top
quinta-feira, 14 de maio de 2009
TPM - Mercado Cultural, a Fênix ribeirinha - por Antônio Serpa do Amaral Filho
A administração Roberto Sobrinho entregará à comunidade, nesta sexta-feira, mais um espaço para mostra de arte, vivência do lazer e venda de iguarias regionais: o Mercado Cultural. Para se fazer justiça à obra petista, Sobrinho terá que honrar o bônus e suportar o respectivo ônus da empreitada.
Novíssimo em folha, ao custo de um milhão de reais, e edificado sob o túmulo do antigo Mercado Municipal, onde também foi soterrado o Bar do Zizi, o rebento vem ao mundo já marcado pela polêmica. Explica-se: para soerguer essa estrutura urbana a prefeitura de Porto Velho mandou sacrificar os dois únicos boxes remanescentes do bem cultural construído em meado do século 20: o Mercado Público Municipal. O atentado perpetrado contra a memória beradeira foi considerado à época, por este aprendiz de periodista, “O Solo Mais Fúnebre do Maestro Júlio Yriarte” – então presidente da Fundação Iaripuna, a quem incumbe zelar pelos bens culturais dos karipunas e guaporés. Nessa levada, vozes críticas passaram a ecoar em todos os quadrantes da urbe porto-velhense.
O caso ganhou espaço na mídia especializada de grande porte e, no final de 2008, a Revista da Biblioteca Nacional tascou um torpedo no imbróglio, afirmando que “um sentimento de indignação envolve a capital de Rondônia desde fevereiro. Os moradores de Porto Velho assistiram, perplexos, à destruição dos últimos resquícios do Mercado Público Municipal, uma relíquia dos tempos áureos do ciclo da borracha!” O poeta municipal Antônio Cândido bradou em prosa e verso: Mais uma página da história foi rasgada/desta cidade a quem eu quero bem/E do velho mercado destruído/restou o pó e ferro retorcido/exposto na amplidão.
Nosso velho mercadovirou pó/na lâmina possante do trator./Resta apenas agora uma saudade,/e na página da história/um rabisco de dor. A partir daí o angu engrossou o caldo, tendo a Associação Cultural Rio Madeira, em ferino manifesto, chamado a destruição do sítio residual do antigo mercado de “ação desmiolada” da gerência petista. E o circo pegou fogo, inclusive nas hostes municipais do Partido dos Trabalhadores, onde correntes “preservacionistas” e “progressistas” travaram luta renhida na discussão do tema entre a companheirada.O Grupo Cidade, Cultura e Inclusão tocou o zaralho e veio a público dizer o pensava. O causídico Ernande Segismundo, paridor da idéia de revitalização do centro histórico da cidade, compareceu na arena do debate para dizer que a destruição do Bar do Zizi não tinha seu aval, posto ser ele defensor intransigente da memória da gente destas paragens, tendo travado 20 anos de luta contra a ganância dos Tourinhos, que abocanharam, ilicitamente, o pedaço onde hoje está construído o Edifício Rio Madeira. Todavia, vozes dantes altaneiras e defensoras do bem cultural dos nativos calaram-se, acomodadas nos seus respectivos cargos da máquina administrativa. O antigo e valoroso núcleo de resistência residiria agora no núcleo do poder, e acender uma vela pra Deus e outra pro Diabo sempre foi uma tarefa complicada na arte da política, exceto para os tucanos. O que coube historicamente a Calabar, aqui não faria sentido algum se outorgado fosse aos que fizeram vista grossa e ouvidos de mercador à causa do velho mercado: o elogio à tradição.
Entretanto, em que pese o mercado ter morrido feito um cão sem dono, clamando por socorro ao Mado, Binho, Bado, Bira, Bubu e Babá, não é a primeira vez que a força da grana ergue e destrói coisas belas nas barrancas do Madeira. Ensina-nos o poeta e pesquisador Antônio Cândido que Fernando Guapindaia, nosso inaugural superintendente, construiu e inaugurou, em 1915, o primeiro mercado municipal da cidade. Seu substituto, Joaquim Tanajura, não gostou e mandou demolir o prédio, argumentando que faria outro de maior porte. Mas seu intento não passou do alicerce. Cada prefeito que entrava fazia um pedaço da obra, até que, em 1950, o prefeito Ruy Brasil Cantanhede finalmente inauguraria o Mercado Municipal, na sua segunda versão. É o processo de vida e morte a serviço da história.
Nesse ciclo perene, o Mercado Cultural vive hoje seu apogeu de vida. Do anfiteatro jorrarão as peças musicais da velha e nova safra de compositores. De cara, as presenças de Ernesto Melo, Bainha e Silvio Santos garantem a qualidade musical da noite de estréia. E tem mais. Comidas típicas, artesanatos, CDs de artistas locais, livros, peças teatrais e performances são alguns dos muitos produtos a serem oferecidos ao público visitante, nessa nova fase cultural do antigo mercado. Com a fachada estilizada em art nouveau, buscando a maior dose possível de fidelidade ao projeto original, o Mercado Cultural tenta se redimir do pecado original em que foi gestado e procura se impor a partir de agora como o novo estandarte patrimonial da cidade. Das cinzas residuais do bem e do mal renasce para o mundo dos valores culturais a Fênix ribeirinha, O Mercado Cultural – um Prometeu que pretende roubar dos deuses o fogo da sabedoria para doá-lo aos homens no intuito pedagógico de que eles aprendam a reverenciar a memória dos seus antepassados. Ainda que por vias transversas, é inegável que Roberto Sobrinho entrará para a história como aquele administrador que deu vida ao Titã. É, em honra, a parte que lhe cabe deste latifúndio.
