domingo, 16 de novembro de 2008

Movimento Negro promove IV Marcha Zumbi em Porto Velho, dia 22.11


Acontecerá no próximo dia 22, a IV Marcha Zumbi em Porto Velho. Os participantes irão de concentrar na Praça Madeira Mamoré, passando pelo centro da capital com chegada na Praça Aluízio Ferreira. Neste ano, o tema será: Pela Diversidade Cultural e pela Liberdade Religiosa. Conforme Silvestre Antônio, presidente da Centro de Cultura Negra e Religiosidade Afro-Amazônica (ACCUNERRA), um dos objetivos do evento é cobrar implementação do Conselho Municipal e Cidadania Negra (CONEGRO), aprovação do Estatuto da Igualdade Racial e a Criação das Secretarias Municipal e Estadual de promoção da igualdade social. Silvestre Antônio explica que, o momento é de reflexão e a realização da Marcha é alusiva ao mês da Consciência Negra no Brasil, bem como, uma homenagem ao grande herói negro Zumbi dos Palmares. O evento é uma realização da ACCUNERAA e está sendo organizado pelo Bloco Jamaica, Projeto Vidas, Rede Nacional de Religiões Afro-Brasileiras de Saúde, Geleste, Associação Cultural Cuniã, Fundação Iaripuna e Coordenadoria Municipal de Políticas Publicas para as Mulheres.
A IV Marcha Zumbi terá a participação de lideranças do Movimento Negro de todo do estado e, do Acre e Amazonas. Os seguimentos culturais Quilombolas, escolas de samba, quadrilhas e grupo LGBT de Porto Velho estarão presentes. Para garantir a animação nos estilos das raízes negras, a organização trás, o Grupo de Afoxé ACCUNERAA, bateria da escola de samba Asfaltão. DJs do Bloco Jamaica, MCs do Movimento de Hip Hop da Floresta e Banda de Reggae Leão do Norte.Conquistas Conforme o presidente da ACCUNERAA, Silvestre Antônio, no âmbito nacional o Movimento Negro já tem avanços na luta pela igualdade racial e o fim do preconceito. Silvestre lembra a lei 1639 que obriga escolas públicas ou privadas de ensino médio e fundamental a contar historias sobre a áfrica no seu currículo escolar. O presidente lembra ainda, o sistema de Cotas do governo federal que, garante vagas para estudantes negros nas universidades públicas e o programa Pró-Une que atua da mesma forma nas universidades privadas além da Secretaria especial de políticas de promoção da igualdade racial (SEPPIR). “No estado e município até o momento não há políticas voltadas para o compromisso da promoção da igualdade racial. Estamos tentando convencer a prefeitura para dar posse ao Conselho Municipal e Cidadania Negra (CONEGRO)”. Finalizou Silvestre.

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